terça-feira, 17 de abril de 2012

V Curso basico de Astronomia

Estão abertas as inscrições para o V CBA - CURSO BÁSICO DE ASTRONOMIA promovido pelo Clube de Astronomia Amadora de Feira de Santana e Observatório Astronômico Antares. Por enquanto foram abertas 20 vagas para professores e estudantes do ensino médio. Os interessados devem enviar sua solicitação de inscrição para e-mail: antares@uefs.br ou zesantos@yahoo.com.br ou ainda ligar para 36241921 e procurar a senhora Silene
o Valor da inscrição é 01 kg de alimento não perecível. O V CBA acontecerá de segunda a sexta sempre das 19 as 22h e no sábado das 15 as 20 horas perfazendo uma carga horária de 20 horas.
Local do curso no auditório do Observatório Astronômico Antares - uefs situado na Rua da Barra, 925,- Jardim Cruzeiro
Em breve programação completa.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

RESOLVIDO MISTÉRIO DE LUA DE SATURNO COM FORMA DE NOZ?

Divulgada por: Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.

Segundo os investigadores, a cordilheira gigante em torno do meio da lua de Saturno, Jápeto, que faz com que se assemelhe a uma noz espacial, pode ter-se formado essencialmente como um "abraço" de uma lua morta.
Jápeto, a terceira maior das luas de Saturno, possui uma cadeia montanhosa como nenhuma outra no Sistema Solar. Esta enorme cordilheira envolve o equador, chegando a 20 km de altura e 200 km de largura, e rodeia mais de 75% da lua. No total, esta cordilheira pode constituir cerca de um milésimo da massa de Jápeto.
"Adoraria estar na base desta parede de gelo com 20 km de altura que se alonga em qualquer direcção até que desaparece no horizonte," afirma Andrew Dombard, autor principal do estudo e cientista planetário da Universidade de Illinois em Chicago, EUA.
Uma cordilheira que segue o equador da lua de Saturno, Jápeto, dá-lhe o aspecto de uma noz gigante. Fotografada em 2004 pela sonda Cassini, mede em média 100 km de largura e por vezes chega a 20 km de altura. Em comparação, o monte Evereste mede 8,8 km de altura.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute
Os cientistas até agora não conseguiam explicar como é que esta cadeia montanhosa se tinha formado. De todos os planetas e luas no nosso Sistema Solar, aparentemente apenas Jápeto tem este tipo de cordilheira - qualquer processo que os cientistas previamente sugeriram para explicar esta formação também teria criado características semelhantes noutros corpos.
Agora, investigadores sugerem que a cordilheira pode ser os restos de uma lua morta. O seu modelo propõe que um impacto gigante expeliu detritos de Jápeto no fim de um período de crescimento planetário há mais de 4,5 mil milhões de anos atrás. Estes pedregulhos podem ter coalescido em torno de Jápeto, tornando-o num "subsatélite", a lua de uma lua.
Neste cenário, o puxo gravitacional que Jápeto exerceu sobre este subsatélite eventualmente quebrou-o em bocados, formando um anel de detritos em torno da lua. A matéria deste anel de detritos então caiu sobre a lua, formando a cordilheira equatorial de Jápeto rapidamente, "provavelmente numa escala de séculos," afirma Dombard.
Os investigadores sugerem que, de todos os planetas e luas no nosso Sistema Solar, apenas Jápeto tem este género de cordilheira global devido à sua órbita única, tão distante de Saturno. Isto fez com que tivesse a sua própria lua mais facilmente - se Jápeto estivesse mais próximo, Saturno teria raptado qualquer das luas de Jápeto, acrescenta Dombard.
Serão precisas mais elaboradas simulações computacionais deste processo, desde o impacto gigante até à chuva de detritos, para testar se o modelo que Dombard e colegas sugerem pode ter realmente formado a cordilheira equatorial de Jápeto. Tal análise também ajudaria a medir com precisão a especificidade da ideia, tal como o tempo que demorou até o subsatélite se quebrar. "A minha intuição pessoal sugere que deve ter demorado entre 500 e 1000 milhões de anos," conclui Dombard.
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SPACE.com

sábado, 7 de abril de 2012

A IV JASTRO foi um sucesso

A IV Jornada de Astronomia de Vitória da Conquista que aconteceu entres os dias 28, 29 e 30 de março de 2012  promovida pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia - Campus Vitória da Conquista com objetivo de difundir o conhecimento cientifico, enfatizando a popularização da Astronomia foi um sucesso. Varias escolas da região e a comunidade geral participaam de palestras, sessões de observações astronômicas, oficinas,  e sessões de projeção. participaram do evento parte da equipe do Observatório Astronômico Antares de Feira de Santana composta pelo Professores. Marildo Pereira, José Carlos Santos e a Estudante de Física Aysses do Carmo Oliveira. Nas sessões de observações astronômicas foram utilizados dois telescópios refletores, ambos do tipo Schmidt-Casseigrain sendo um de 11 polegadas com montagem azimutal e outro de 9.25 polegadas com montagem equatorial germânica, ambos adquiridos com recursos do DPEPT/SETEC/MEC e CNPq/FAPESB, que se constitui num importante apoio na criação e um espaço científico-cultural no IFBA voltado para a divulgação e popularização da astronomia.Veja o video e as fotos: video











quinta-feira, 5 de abril de 2012

Anos Bissextos

Reforma do calendário, em 1582, introduziu um dia a mais em fevereiro para evitar desencontros entre o ano solar e o calendário oficial
por Paulo Sergio Bretones
©daniel m. silva/ Shutterstock

Estamos num ano em que fevereiro tem 29 dias, o que ocorre a cada quatro anos. Para entender isto, é importante lembrar o conceito de ano, ou seja, o tempo que a Terra leva para dar uma volta ao redor do Sol. Na Antiguidade, o ano era contado pelo intervalo de tempo decorrido entre duas passagens consecutivas do Sol pelo equinócio vernal, ponto no céu onde o Sol cruza o equador celeste saindo do hemisfério sul indo em direção ao norte. Essa passagem ocorre próximo ao dia 21 de março, no início da primavera do hemisfério norte.

O ano dura aproximadamente 365,25 dias, ou seja, cerca de 365 dias e 6 horas, e assim normalmente os anos têm 365 dias e a cada 4 anos soma-se um dia para acertar esta diferença. E por que se escolheu o mês de fevereiro para esse acerto?

O calendário que utilizamos vem dos romanos, que inicialmente adotavam um ano de 304 dias e 10 meses: martius, aprilis, maius, junius, quintilis, sextilis, september, october,november e december. Com o tempo, a contagem dos dias doano foi ficando defasada e na época do imperador Numa Pompílio, no século 7 a.C., estava atrasada em 51 dias em relação ao início das estações. Pompílio então criou mais 2 meses: janeiro e fevereiro, e o ano passou a ter 354 dias. Além disso, criou um 13o mês, intercalado para adequar o calendário às estações do ano. Esse mês, chamado de mercedonius, era intercalado entre 23 e 24 de fevereiro, no fim do ano na época, que se iniciava em março. Ocorre que esse mês apenas existia quando fosse do interesse do governante de cada cidade.

Ainda assim, sob o reinado de Caio Júlio César (100-44 a.C.), as intercalações do 13º mês eram feitas de maneira tão desorganizada que em 46 a.C. o calendário solar tinha uma defasagem de 80 dias em relação ao início das estações. Então Júlio César chamou o astrônomo e filósofo egípcio Sosígenes, da Escola de Alexandria, para uma reforma no calendário. Dessa forma, o ano de 46 a.C. passaria a ter 80 dias a mais, ou seja, 445 dias; e por isto foi o chamado “Ano da Confusão”.

Assim, no chamado “calendário juliano”, o ano passou a ter início no dia 1º de janeiro, tendo 365 dias e 1/4, divididos em 12 meses de 30 e 31 dias, com exceção de fevereiro, que tinha 28 dias, passando a 29 nos chamados anos bissextos aos quais a cada 4 anos seria somado 1/4 de dia, perfazendo um dia a mais, ou seja, um ano com 366 dias.

Mas o curioso é que este nome não vem do fato de que seus 366 dias terminam em dois 6. O dia do início de cada mês no calendário romano era chamado “calendas” e o dia mais importante era 23 de fevereiro, isto é, o sexto dia antes das calendas porque o último mês do ano era fevereiro. Então, nesse dia sagrado e em homenagem ao deus Termo, ou Terminus, celebravam- se em Roma festas de grande animação popular. Trocavam- se presentes, libertavam-se escravos, promoviam-se espetáculos de gladiadores no circo, as famosas termálidas (algo parecido com o que chamamos de carnaval). César queria introduzir um dia a mais que levaria o nome de mercedônio em fevereiro em homenagem a Fébrua, a deusa da purificação (daí o nome fevereiro). Mas como explicar ao povo que o sexto, o dia mais sagrado para eles, deixaria de ser sexto, porque a cada quatro anos haveria um sétimo? A solução não foi difícil: o dia mercedônio que seria inserido foi considerado um “adendo” e chamado de “bis sexto” – ou seja, mais um sexto. Em outras palavras, o dia intercalado seria o 24 de fevereiro, ou seis dias antes das “calendas” de março. Assim, esse dia era contado duas vezes (bis), sendo chamado de “bissextus ante calendas martii”, que, com o tempo, passou a ser “bissexto”. Dessa forma, fevereiro ficaria com 29 dias.

No calendário juliano, o mês quintilis passou a chamar-se julius, em homenagem ao imperador. Posteriormente, o mês sextilis passou a se chamar augustus em homenagem a Augusto, outro imperador romano, que aperfeiçoou o calendário juliano. Mas, dizem, como era muito orgulhoso, não quis que o mês a ele dedicado – augustus, ou agosto – tivesse menos dias que julho, que homenageava Júlio César. Então, “roubou” mais um dia de fevereiro, que ficou com 28 dias, e passou- o para agosto, que ficou com 31 dias.

Ocorre que, mesmo sendo mais preciso que os anteriores, o calendário juliano ainda não era exato. Em 1582, já acumulava um atraso de dez dias em relação ao ano solar. Foi então que o papa Gregório 13, seguindo os conselhos de astrônomos, resolveu corrigir de vez a diferença entre o calendário oficial e o solar. Isso ocorreu porque, na verdade, o chamado ano solar tem 365,242199 dias. Se fizermos a decomposição deste número em parcelas teremos: 365,242199 = 365 + 0,25 - 0,01 + 0,0025 - 0,007801, que pode ser escrito em frações: 365,242199 = 365 + 1/4 - 1/100 + 1/400 - 1/3300. Em outras palavras, o ano tem 365 dias, deve-se somar 1 dia a cada 4 anos, diminuir 1 dia a cada 100 anos, somar 1 a cada 400 anos e finalmente eliminar 1 dia a cada 3.300 anos.Assim, naquela época, o papa começou eliminando sumariamente os dez dias de atraso. Depois, estabeleceu que os anos de virada de século (1800, 1900 etc.) que fossem múltiplos de 100 não seriam bissextos, exceto quando fossem também múltiplos de 400. Dessa forma, retirava-se 1 dia a cada 100 anos e adicionava-se 1 a cada 400 anos. Por isso, o ano 2000 foi bissexto por ser múltiplo de 400. Com essa providência, o calendário chamado “Gregoriano” só acumula um dia de erro a cada 3.300 anos solares.
Paulo Sergio Bretones professor de astronomia; é autor dos livros Os segredos do Sistema Solar e Os segredos do Universo, da Atual Editora.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Prefeitura abre licitação do planetário de Vitória da Conquista

Notícia Postada em 12/01/2012 as 13:09:05 hs
por: Secom - PMVC
  

As dúvidas de crianças e adultos sobre as características e o comportamento dos diversos corpos celestes poderão, em breve, ser respondidas da melhor forma possível: a observação. O Planetário de Vitória da Conquista, local em que o céu poderá ser observado em detalhes, está próximo de virar realidade.

A Prefeitura Municipal divulgou na última terça-feira, 10, a abertura do edital de licitação para selecionar a empresa que vai fornecer os equipamentos e softwares necessários à implantação do projeto e realizar os serviços de instalação, suporte técnico, capacitação e manutenção. O processo licitatório será realizado na modalidade pregão presencial, que acontecerá em sessão pública no dia 27 de fevereiro, às 9 h, na Prefeitura.


O planetário, um conjunto de projetores especiais que lançam a imagem do céu no interior de uma cúpula hemisférica, vai funcionar na zona oeste de Vitória da Conquista, atrás do mercado municipal. O espaço será destinado ao lazer educativo e cultural e para a difusão das ciências da natureza, da astronomia, da física, química e da matemática.  A conclusão das obras está prevista para meados de 2012.

O planetário do município será um dos mais modernos do país, do tipo virtuário, modelo que oferece mais possibilidades de lazer e acesso ao conhecimento a partir da exibição de filmes especialmente produzidos para serem projetados em cúpulas. Os visitantes poderão interagir com diversos equipamentos sobre o sistema Terra-Lua e seus movimentos, a evolução estelar, o Sistema Solar, a Cosmologia, a pesquisa espacial, entre outros. 

Parque das Ciências – A implantação do planetário é uma das ações que integram o projeto Cidade da Ciência, um complexo de difusão do conhecimento e de formação científica e tecnológica pioneiro na Bahia.  Vitória da Conquista já cumpriu uma série de ações que o credencia para ser sede da Cidade da Ciência. O município, que está entre os mais dinâmicos do país, atua na concepção de que o ser humano deve ser atendido em todas as suas necessidades, entre elas, o acesso garantido à educação, cultura e saúde de qualidade.

O projeto participará da Rede de Popularização de Ciência e Tecnologia para América Latina e Caribe/ RedPOP, do Programa Ibero-americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento/ CYTED, e estabelecerá uma cooperação com a SBPC, com a Sociedade Brasileira de Astronomia, de Física, de Matemática, com a Associação Brasileira de Filosofia/ANPOF, com Associação Brasileira de Educação/AnPED e com os Ministérios da Ciência e Tecnologia, Educação, Cultura e Meio Ambiente.

Clique aqui e confira resumo do edital publicado no Diário Oficial da União.

IV Jornada de Astronomia no Ifba

Começou na noite dessa quarta-feira, 28, a quarta Jornada de Astronomia de Vitória da Conquista, promovida pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia/Ifba, com o objetivo de difundir o conhecimento científico por meio de palestras, oficinas e sessões de projeções de imagem astronômicas.  A abertura teve a participação de professores da instituição, pesquisadores, do diretor do Ifba, Paulo Marinho, e do secretário municipal de Comunicação, Penildon Silva Filho, que representou o prefeito no evento.

A jornada segue até a sexta-feira, 30, com uma programação voltada para o enriquecimento intelectual de estudantes e professores da educação básica. Para o diretor da instituição, professor Paulo Marinho, o evento é exitoso no seu objetivo de contribuir para a interiorização do desenvolvimento tecnológico na região sudoeste. Uma das qualidades ressaltadas pelo professor é a linguagem acessível das palestras, que oportuniza informações sobre astronomia mesmo para que ainda não tem formação acadêmica.

Para a professora Selma Rosane Vieira, coordenadora de Pesquisa Extensão do Ifba, o evento é importante para despertar a curiosidade e o interesse de estudantes e professores pelos encantos da ciência. “O principal objetivo nosso é a divulgação da astronomia como ciência integradora das demais ciências, como matemática, física, biologia. Nós não temos um curso de astronomia nessa instituição, mas podemos atender a professores, principalmente os de criança e adolescentes, que queiram ensinar astronomia para seus alunos”, explica a coordenadora do evento.

O secretário de Comunicação, Penildon Silva Filho, representando a Administração Municipal, manifestou apoio aos pesquisadores e organizadores do evento. O secretário lembrou que o conhecimento científico e o astronômico tendem a se expandir ainda mais em Vitória da Conquista, com a implantação do Planetário que será construído pela Prefeitura Municipal. O planetário contará com um conjunto de projetores especiais que lançam a imagem do céu no interior de uma cúpula hemisférica.

A jornada atrai o interesse de pessoas de diversas idades. O pequeno José Emanuel Cabral de Alcântara, 7 anos, está cursando o terceiro ano do ensino fundamental e está pela primeira vez tendo a chance de ver o céu com auxílio de um telescópio. “Eu vim aqui para aprender mais sobre esse assunto astronomia. Eu acho interessante, gosto de ver os planetas. Lá em cima é brilhante.”

A mãe dele, Dilma Cabral Alcântara, está aproveitando a jornada para aumentar o conhecimento dos filhos sobre astronomia. “Eu
vim mais com intuito de trazer os filhos, porque eles estão vivenciando isso na escola e José Emanuel apaixonou pelo assunto, comenta o tempo inteiro sobre isso, está sempre questionando. Eu não tinha como perder mesmo. É maravilhoso”, comenta. Dona Dilma e as crianças estão empolgados com a oportunidade de ver o céu de uma outra maneira. “Como ele falou, nós nunca vimos um telescópio. Ele perguntou pra mim se o SAMU estaria aqui. Eu perguntei por quê. Ele falou que estava de desmaiar de emoção”, conta.
O estudante de Engenharia elétrica, João Cândido, participa da jornada de astronomia pela segunda vez. Desde a primeira, começou a ler livro sobre astronomia e agora quer ampliar seus conhecimentos. “Eu tenho uma pequena luneta, onde eu gosto de olhar o céu. E astronomia tem tudo a ver com física e matemática, com engenharia. É uma ciência extraordinária”, comenta.
Notícia Postada em 28/03/2012 as 21:48:07 hs
por: Secom - PMVC Imprimir